quinta-feira, 5 de abril de 2012

SMS 456. Que símbolo tem a região?

5 abril 2012

Símbolo político, claro, não falemos de outros símbolos que não se percebe muito bem a razão porque caíram em desuso a troco de uma chaminé da Mealhada. Quando havia governador civil, o símbolo era esse muito embora sem peso e correspondendo a uma figura faz de conta. Agora nem isso há. A AMAL não deixou de ser uma corporação de municípios – grémio, se a sua maioria está em sintonia com o governo, sindicato se eventualmente ganha a cor da oposição. Além disso, vai sendo o que os decretos de Lisboa determinam:  nascida em 1992 como associação, convencida como Grande Área Metropolitana em 2004  e convertida em Comunidade Intermunicipal em 2008. Conforme o governo, assim a AMAL belisca ou vai na procissão, e quer nos beliscões ou na procissão, não lhe tem custado nada dar o dito pelo não dito, consoante a conveniência. Não é símbolo político do Algarve porque também não conduz ao reconhecimento do que é o Algarve e do que o Algarve possa sentir. Quando muito é um caleidoscópio de autarquias, agita-se e as cores são sempre as mesmas embora as figuras geométricas sejam diferentes em função das eleições autárquicas ou legislativas. Fora disso, há a Comissão que, como comissão que é, é dirigida por um comissário e não mais que isso. Longe também de ser um símbolo de poder político, poder no sentido de voz com força moral e que se faça ouvir em Lisboa quando for necessário e justificável ou que os algarvios reclamem. É claro também que temos por aí uma direções regionais que apenas são notadas nos dias de festa pela frota de carros estacionados ou nos dias de trabalho pela aplicação de medidas, pela distribuição de subsídios e compensações cada vez menos e por uns pareceres que ora parecem ora desaparecem. Tomara estas terem funcionários zelosos porque a sua função não é a de serem símbolos políticos. Restam os deputados de quem já muito temos falado, os quais, salvo honrosas exceções, tomara eles também usufruírem dos prazeres da legislatura. Ou condicionados pela disciplina partidária, ou tolhidos pela agenda igualmente partidária, no seu todo não se lhes nota que sejam a voz plural da região, com tal autoridade no fórum parlamentar que, antes de abrirem a boca. se ouça nas bancadas -  “Atenção ao assunto que é o deputado do Algarve que vai falar!”

Carlos Albino
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Flagrante conveniência: A da Associação do Comércio e Serviços da Região do Algarve (ACRAL) tirar isso a limpo e rapidamente, porque é a imagem da região que está em causa. É um espetáculo nada digno.

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