
É claro que no interior da orquestra terá havido reivindicações excessivas, alguns exageros para os tempos que passam que saltaram cá para fora do contexto e com fífias. É claro também que a orquestra ainda não conseguiu colocar a olhos vistos no elenco gente da terra, para que seja mais Orquestra do Algarve e menos Orquestra no Algarve, mas isto são outras contas – são contas da casa e muito há a fazer, só quem já está no paraíso é que nada terá nada à frente para fazer. É claro também que falta no Algarve uma vontade explícita de levar o público até junto da Orquestra, sobretudo o público que desejaria ir e não pode, acontecendo isto até quando a orquestra se desloca contratualmente com o propósito de ir ao encontro do público. Nisto, algumas juntas de freguesia, responsáveis pelo que do pior provincianismo confessional o Algarve tem, parece que preferem patrocinar ou apoiar excussões a Fátima ou mesmo a Santiago de Compostela, porque Roma daria muito nas vistas e os velhotes que contam para os votos calculados não aguentariam a estafada. Mas também estas são outras contas.
Carlos Albino
- Flagrante ponderação: O habitual prémio SMS de jornalismo, atribuído anualmente por altura dos Reis, está a ser ponderado. Será revelado na próxima semana.
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