A nomeação de Rogério Gomes para o comando do Parque das Cidades, foi, até ver, uma coisa sensata. O Parque das Cidades não foi inventado para se constituir em «terceiro município» ao lado de Faro e de Loulé e, ainda que de forma palpável a sua existência não vá além do Estádio, o parque encerra potencial – um potencial que depende em primeiro grau do nível de entendimento entre os dois municípios fundadores, e depois, naturalmente, da vontade política do governo que é a condição e a condicionante. Portanto, a gestão do Parque só por insensatez poderia ser entregue a um «politiqueiro falhado» que veria ali, sobre o antigo aterro, a oportunidade de vingar às mil maravilhas sucessivos fracassos de um super-ego trapalhão, sem consistência ideológica e sem seriedade, pois oportunidades não lhe faltariam para dar bordoada política ora a Faro hoje, ora a Loulé amanhã, ora à AMAL e à Junta Metropolitana uma vez por mês, ora ao Governo, e se calhar, à UE e até bordoada à ONU – sim, porque por megalomania haveria de se encontrar pretextos para responsabilizar Kofi Annan por não termos já ali, no Parque, o almejado Complexo Desportivo, o desejado Centro de Congressos, o reclamado Hospital Central, e, dentro daquilo que se delineou ser a área verde polivalente, um Jardim Botânico a sério e um Circuito de Manutenção que não seja para brincar!

Ora o que se espera, para já de Rogério Gomes? É simples: que, apesar o seu ordenado ter descido da categoria B1 para C1, faça o que até agora não foi feito – faça e torne públicas as contas do Parque – que ponha em dia os planos de actividades, os orçamentos e as contas anuais de gerência… Rogério Gomes é jurista, pelo que me garantem é pessoa séria e, portanto, sabe que sem transparência é impossível o ganho de causa.
Carlos Albino
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