
Num balanço destas décadas de democracia que já vai em tantas décadas como as do puro regime autoritário, custa constatar como o Estado tratou os professores como bombeiros voluntários, protegido (ele, o Estado) sem dúvida por uma minoria de beneficiados bombeiros excepcionais. E custa verificar como o mesmo Estado converteu os professores, de modo geral, em tribo nómada, a saltarem de terra em terra, muitas vezes sem tempo sequer para armar a tenda, submetendo-os portanto a uma cultura de tenda que também não deixa de gerar zelosos interesses. Foi deveras um milagre que a escola, de quando ou quando, pela abnegação de alguns professores (e não por vontade expressa do Estado) tenha cumprido algumas das suas missões, ou conseguido ligar-se, aqui e acolá, à comunidade que serve, da qual deveria ser motor e não apenas piquete para apagar fogo posto.
Carlos Albino
Flagrantes nomes de escolas: Diz-me como te chamas, dir-te-ei quem és… E há cada nome!
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