
Assim, à falta de Pedagogos (do Algarve, ficaram na história dois que não chegam a três), à falta de Cientistas e de Investigadores (há bastantes mas os decisores algarvios não só os desconheceram em vida como depois da morte), à falta de Vultos Literários de peso e de Vultos Políticos com peso humanista (bem contados todos eles, vão para sete, oito, nove ou, vá lá, para dez os que já marcaram ou estão a marcar, havendo muito vulto do passado que não tendo sido vulto, não passou e não passa de fantasma), pois à falta de eminências, algumas escolas, nesse frenesim de encontrar um «patrono», acabaram por ficar com a canga de nomes escolhidos por critérios mais que duvidosos seguidos pelos respectivos conselhos directivos.
Há escolas, por exemplo, com nome de padres mortos só porque supostamente foram homens bons (como se não tivessem sido diabos pela calada e verdadeiras nulidades do Saber) mas, no que importa ou importaria para as escolas, sem obra científica, pedagógica ou até cultural de relevo – corra-se o Algarve e é evidente que é difícil descortinar qualquer padre algarvio com o nível do Abade do Baçal. E, à falta de padre morto, até há escolas com nomes de divindades cristãs, mudando o que pode ou deve ser mudado, à boa maneira do fundamentalismo islâmico. Se não há Vulto ou Eminência na terra e arredores, porque é que a Escola não poderá ficar apenas com o nome do sítio? Sem dúvida que esta matéria, algum dia, terá que ser revista com serenidade e com critérios.
Carlos Albino
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